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Voltai às veredas antigas

«Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.» - Jeremias 6:16

Voltai às veredas antigas

«Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.» - Jeremias 6:16

Devocional diário: A solução definitiva

Mas o facto maravilhoso é que um bom cônjuge pode propiciar um prenúncio e uma representação desse a

Maria Helena Costa, 11.09.25

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O casamento coloca nas mãos do seu cônjuge o poder imenso de reprogramar a visão que você tem de si mesmo. O seu cônjuge pode anular qualquer coisa que tenha sido dita anteriormente a seu respeito e, em grande medida, redimir o passado [...] [e] curar muitas das feridas mais profundas que você traz. Isso porque, mesmo que todos digam que você é feio, se o seu cônjuge disser que você é bonito, você sentir-se-á bonito. Parafraseando uma passagem das Escrituras: se o seu coração o condenar, a opinião do seu cônjuge é maior do que o seu coração (O significado do casamento, p. 175-176). 

A nossa auto-imagem é uma combinação de muitos "veredictos" que nos foram transmitidos ao longo dos anos. Alguns foram bons, outros maus, e o seu coração fica profundamente dividido sobre quais são os veredictos em que deve acreditar e como deve avaliar-se. A solução definitiva para esse problema de identidade é o evangelho. Cristo cobre todos os seus pecados e dá o veredicto final "não é culpado - e é plenamente amado, em mim" (cf. Gl 3.10-14; Rm 8.1). Mas o facto maravilhoso é que um bom cônjuge pode propiciar um prenúncio e uma representação desse amor incrível. Ele ou ela pode dizer: "Eu vejo todos os teus pecados, mas amo-te totalmente, para sempre". Percebe o poder que tem, como cônjuge, para o bem?

REFLEXÃO: Lembre -se de uma ocasião em que o seu cônjuge o tenha reafirmado e levantado o seu ânimo, apesar de haver evidências contrárias mostrando os seus defeitos e as suas falhas. 

PENSAMENTO PARA A ORAÇÃO: Medite em João 19.30 (o brado de Jesus: "Está consumado") e em Romanos 8.1: "Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus". À luz dessas promessas, louve a Deus, agradeça-Lhe e confesse de que maneiras reluta em aceitar essas verdades. 

Livro: O Significado do Casamento
Timothy Keller e Kathy Keller
Um ano de devocionais diários para casais

 

Devocional diário: Caminho sem volta

Maria Helena Costa, 09.09.25

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É típico dizer: «Preciso encontrar alguém melhor do que ele/a». Mas a grande vantagem do modelo cristão de casamento é que, quando você visualiza "alguém melhor", pode pensar na futura versão da pessoa com a qual já está casado/a. [...] Ajudaria se você dissesse: "Detesto quando ele/a faz isso, mas sei que ainda não é ele de verdade. Não é algo permanente". (O significado do casamento, pgs. 172 e 171)

CAMINHO SEM VOLTA: Quando discutimos com o nosso cônjuge sobre certos assuntos, pode ser tentador pensar que não estaríamos a brigar, se tivéssemos um cônjuge melhor, mais atencioso, mais perspicaz, mais gentil, mais ------------------- (preencha o espaço em branco com a qualidade que quiser). Mas há dois problemas com esse tipo de pensamento.

Primeiro, se é o próprio casamento que revela o nosso lado sombrio, então ter outro cônjuge não eliminará os conflitos. Na verdade, mudar de cônjuge pode significar começar tudo outra vez com os mesmos problemas. Portanto, faça progressos e comece a mudar a ideia de que essa seria a solução.

Segundo, embora possa colher benefícios ao ter o cônjuge "melhor", suponha que o seu cônjuge melhorado é a versão futura do seu cônjuge actual. O casamento é uma jornada em que seguimos juntos em direcção às melhores versões de nós mesmos, nas quais Deus nos está a transformar. Não volte atrás. 

REFLEXÃO: Pensai num problema que causa conflitos periódicos e repetidos entre vós. Agora, juntos, pensai numa mudança significativa que ambos poderiam fazer e que poderia diminuir ou eliminar essas brigas. 

PENSAMENTO PARA A ORAÇÃO: Lembrai-vos de Abraão, que recebeu a promessa de que teria uma família, a qual não se realizou por décadas, mas ele ainda assim continuou fiel na sua confiança de que ela se cumpriria. Peçam a Deus que vos conceda a mesma paciência, e orai para que ambos se transformem nas pessoas que Ele quer que vocês sejam.  

O que é correcto nunca passará de moda

Maria Helena Costa, 17.07.24

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O que é correcto nunca passará de moda.
Aquilo que é da ordem natural não passará.
O que é bom nunca deixará de ser bom.
O que é de origem divina triunfará sempre.
Marido e mulher: esse é o único casamento que existe.
Pais e filhos: é a base familiar que dá origem a tudo o resto.
 
Dois gatos ou dois cães não são filhos, são animais de estimação que não raciocinam porque não têm a imagem de Deus.
Marido e mulher, unidos pelo santo vínculo do matrimónio, amando-se mutuamente e, nesse amor, gerando e criando os seus filhos no temor e na instrução do Senhor, eis o paraíso do homem deste lado da eternidade.
 
É por isso que o anticristo, a velha serpente, procura destruí-lo; mas ele não conseguirá. É por desígnio divino.
 
- Cristão Conservador

O QUE É QUE A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL ESQUECEU?

Maria Helena Costa, 14.02.24

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«Toda a alta civilização decai por esquecer as coisas óbvias.»
- G. K. Chesterton
 
O QUE É QUE A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL ESQUECEU?
- Que o cristianismo é a nossa base, não o estatismo.
- Que é para a família nuclear que trabalhamos, não para políticos e partidos parasitas.
- Que existem apenas dois sexos, distintos, de igual valor, mas complementares nos papéis; o homem é protector, a mulher é maternal e juntos sustentam a família.
- Que ter filhos é uma bênção e uma herança de DEUS; não é um obstáculo económico e uma ruína para a «auto-realização».
- Que a educação não é um «direito do Estado», é uma responsabilidade dos pais.
- Que a assistência aos idosos não é da responsabilidade dos estrangeiros, é um dever dos filhos para com os pais.
- Que DEUS e a sua lei imutável estão acima de César e dos seus decretos perversos.
- Que qualquer forma de socialismo empobrece as nações, a liberdade económica é o nosso direito inalienável dado pelo Criador.
- Que os homens mentem, enganam, roubam e matam na busca do poder político, portanto, devemos estar sempre vigilantes em relação às nossas liberdades naturais.
- Que quando o vício é elogiado e a virtude é censurada na praça pública, qualquer império, por maior e mais poderoso que seja, rapidamente murchará e se auto-destruirá.
- Que o verdadeiro progresso não vem sob a forma de mais burocracia, legislação e imoralidade; vem sob a forma de comércio, tecnologia, ciência, mas acima de tudo, integridade moral.
- Que a Igreja foi chamada para fazer o que agora foi entregue ao Estado leviatã. Reduzir a igreja a uma transmissão dominical em directo é uma cópia patética e diluída do que é o Reino de DEUS. Um reino tem um rei: Jesus Cristo. Tem uma lei: a lei do Pai. E tem um povo: os nascidos da água e do Espírito. Nós somos os legítimos herdeiros da terra: somos chamados a reinar à direita do nosso Rei, que está sentado à direita do Pai.
 
O mundo incrédulo precipita-se cada dia mais para a loucura e, no seu orgulho, chama-lhe «sabedoria». Os poucos de nós que compreenderam estas verdades eternas, continuarão a aumentar.
 
Quem puder entenda ...
 

CASAMENTO: A UNIÃO ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER

Maria Helena Costa, 07.02.24

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O cristianismo define o casamento como a união de um homem e de uma mulher, não por ser «homofóbico», mas porque reconhece que os dois sexos têm qualidades intrinsecamente distintas e complementares entre si; e desta complementaridade dependem e reforçam-se a vida, a família e uma sociedade rica e livre.
É o triunfo da verdadeira diversidade, baseada numa ética do amor que não é simplesmente erótica, mas antes um amor baseado na fidelidade, na lealdade e na propriedade exclusiva. É, de facto, a pedra angular da liberdade, pois, nas palavras de G.K. Chesterton, é a única «instituição anarquista, ou seja, é mais antiga do que a lei e está fora do Estado».
E foi precisamente o Estado moderno e as ideologias anti-cristãs que, em menos de uma geração, degradaram esta instituição sagrada e a rebaixaram a uma mera união sexual caprichosa, que durante milénios e em inúmeras civilizações foi reconhecida como fundamental e singular.
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«A ideia de que não há distinção moral entre o desejo homossexual e heterossexual só é possível graças à evaporação gradual das distinções sexuais e à construção de uma nova ordem de desejo, em que o que se procura no desejo não é o complemento, mas o simulacro, do sentimento presente».
 
- Sir Roger Scruton (Sexual Desire: A Philosophical Investigation)
- Cristão Conservador

COMO É QUE SE DESTRÓI UMA CIVILIZAÇÃO?

Maria Helena Costa, 24.01.24

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«As pessoas não olharão para a posteridade se não olharem para trás, para os seus antepassados.»
 
Como é que se destrói uma civilização? 
- Destruindo a sua história. Uma árvore sem raízes profundas é fácil de derrubar. Como é que o progressismo conseguiu, numa questão de décadas, transformar radicalmente o Ocidente? Apagando a história real e recontando uma que foi fabricada durante mais de um século através do pior monopólio estatal de todos: o sistema de ensino público.
Eis o guião:
Os maus da fita:
- Homem branco = mau.
- Cristianismo = fez-nos recuar mil anos.
- Monarquia = o mesmo que tirania.
- Homem = o principal agressor.
- Capitalismo = o sistema mais injusto.
Os "bons":
- Pessoa de cor = santo.
- Secularismo = o que nos tirou da «idade das trevas».
- Democracia = a verdadeira liberdade.
- Mulher = a vítima que mais injustiças sofreu.
- Socialismo = o sistema mais justo.
Mas será que isto é verdade?
- Bem, investigue a história e o que é que vê?
- Só no Ocidente cristão é que a escravatura foi abolida, primeiro no início da Idade Média, pelos teólogos cristãos, e depois novamente na Idade Industrial pelos abolicionistas cristãos.
- Com excepção dos Estados Unidos, as nações mais livres e mais prósperas são historicamente monarquias cristãs. E ainda hoje, países como a Noruega, os Países Baixos, a Bélgica, a Suécia, o Liechtenstein, a Dinamarca, o Reino Unido, etc., têm uma monarquia constitucional. E as novas potências económicas do Médio Oriente, que parecem dominar o novo mundo, são sistemas monárquicos.
- As baixas de guerra são quase exclusivamente masculinas. É verdade que, no passado, as mulheres não tiveram as mesmas oportunidades sociais e académicas que os homens, mas, historicamente, os homens tiveram de suportar a maior parte do fardo do sustento e da proteção da família. Independentemente disso, a história não é uma corrida para ver «quem sofreu mais», pois todos sofreram, homens e mulheres, e ambos, em cooperação e de acordo com a divisão do trabalho, produzem o progresso e a civilização, sobre esse fundamento essencial do cristianismo: a família nuclear.
- O cristianismo tem sido a principal força civilizadora do mundo tal como o conhecemos. Os vikings, os gauleses, as populações indígenas pré-colombianas, mesmo os romanos e os gregos antigos, todos tinham práticas e ritos macabros que, para a nossa sensibilidade moral moderna, parecem bárbaros. A ideia do amor ao próximo, a protecção dos direitos dos migrantes estrangeiros, o conceito de não levar a vingança para o lado pessoal, mas permitir que tribunais judiciais independentes executem julgamentos baseados numa lei moral transcendente ... a caridade, a pureza, a lealdade no casamento, a fidelidade à família, o amor até pelo inimigo ... todos estes conceitos enobrecedores foram difundidos no mundo pelo cristianismo. Onde quer que os cristãos começassem a predominar, a fraternidade e o sentido de justiça começavam a predominar. No que diz respeito à ciência, foi a teologia medieval que preparou o terreno para a ciência moderna, e as grandes instituições académicas como Oxford, Cambridge, Harvard, Yale, Columbia, a Universidade de Amesterdão, etc., foram fundadas por cristãos, sob o lema cristão do «amor à verdade».
- Em última análise, foi a ética cristã do trabalho e o entendimento bíblico da sacralidade da propriedade privada que deram origem ao capitalismo como princípio económico. Primeiro, nas cidades-Estado italianas do final da Idade Média (por exemplo, Veneza, Milão, Génova, etc.) e, finalmente, plenamente desenvolvido após a Reforma pelos cristãos na maior parte do mundo ocidental industrializado. E, graças a isso, a condição material da maioria das pessoas melhorou enormemente.
De qualquer modo, o que é que eu estou a dizer?
- Que não foi o Estado moderno que nos deu «liberdade, prosperidade e justiça»; de facto, se olharmos para o século XX, veremos o que o Estado laico nos deu: o século mais sanguinário e cruel da história da humanidade, com as guerras mais generalizadas e os regimes totalitários mais despóticos, a maioria deles democraticamente eleitos e socialistas.
Qual foi, então, a força do verdadeiro progresso humano?
- Sem dúvida, a providência de DEUS, que melhor se manifestou através das inúmeras contribuições do seu povo, da sua Igreja, do seu Reino... bendita seja esta fé cristã!
 
- Cristão Conservador