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Voltai às veredas antigas

«Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.» - Jeremias 6:16

Voltai às veredas antigas

«Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.» - Jeremias 6:16

A árvore de Natal é de origem pagã?

Maria Helena Costa, 25.12.24

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E se não for?
E se ...
 
MARTINHO LUTERO E A ÁRVORE DE NATAL
 
Existem diversas mentiras, falsas histórias e desconhecimento sobre a origem da utilização da árvore de Natal. A árvore de Natal tem sido relacionada ao paganismo principalmente pelo meio neo-pentecostal e legalista. Tudo isso sem nenhuma fundamentação histórica.
Porém, essa difamação teve início quando os católicos, no século 16, após a reforma protestante e na era pós-moderna pelo marxismo cultural, com claros objectivos de destruir as tradições cristãs.
 
Uma lenda conta, que São Bonifácio, no século VIII, botou abaixo um carvalho consagrado ao deus Thor e usado para sacrifícios humanos e apontou para um pinheiro, referindo-o como símbolo do amor e da misericórdia do Deus verdadeiro.
Por interessantes que sejam, essas histórias não dizem respeito directamente, porém, ao uso da árvore como símbolo natalino, o que só se verificou no século XVI.
 
A primeira árvore de Natal, com o significado actual, foi decorada por Martinho Lutero, na Alemanha. Isso é ponto de concordância entre historiadores e estudiosos de crenças cristãs. É importante saber que Martinho Lutero, antes de ser um homem que ensinava assuntos da espiritualidade, era um professor conhecedor de filosofia e mitologia.
 
Tudo começa quando Lutero, numa noite de inverno, vislumbrou o céu estrelado entre as copas dos pinheiros, na Alemanha. Ao perceber o céu intensamente estrelado, este pareceu-lhe um colar de diamantes em cima da copa das árvores. Conta-se que ele ficou tão extasiado com o espetáculo natural que decidiu arrancar um galho do pinheiro, levou-o para sua casa e tentou reproduzir o que vira lá fora. Ele colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra, chamou a sua esposa e os seus filhos e decorou a pequena árvore com pequenas velas acesas presas nas pontas dos ramos. Para a árvore ficar mais bonita e alegre, usou papéis coloridos para enfeitar os seus ramos. Sobre a copa, representou a estrela, que segundo a história, guiou os reis Magos ao local onde estava o menino Jesus, na cidade de Belém.
 
A família de Lutero ficou maravilhada com a árvore acesa, que lhes parecia ter adquirido vida. Lutero quis reproduzir a noite de Natal dentro da sua casa e mostrar aos seus filhos, como deveria ser o céu na noite do nascimento do Menino Jesus. Este é um dos motivos, pelos quais, muitos países católicos não aceitavam a árvore de Natal, mas só o presépio natalino - motivos religiosos.
 
A partir desse facto, como estratégia, passaram a associar o costume de Lutero e dos protestantes comemorarem o Natal com o paganismo. Poucos sabem, mas esse foi um dos temas mais acalorados de discórdia entre católicos e protestantes. Durante séculos, o símbolo natalino foi distintivo entre católicos e protestantes. Mas a celebração protestante acabou por "viralizar" na Alemanha, por volta de 1800, tornando-se uma tradição. Já no fim do século 19 a tradição protestante conquistou as salas de estar católicas.
 
"Os católicos zombavam do culto de Lutero da mesma forma que zombavam do costume da árvore de Natal", explica Döring. Aliás, uma das expressões sarcásticas com que denominavam o protestantismo era "a religião da árvore de Natal", diz Alois Döring- Etnólogo de Bonn.
Em algumas localidades da Alemanha, onde se prima pela tradição, os homens da família vão à floresta buscar a árvore 🌲 (reflorestamento), na véspera da noite de Natal, enquanto as mulheres se ocupam com os preparativos da festa.
 
A primeira árvore pública, exposta numa praça e enfeitada com guirlandas, foi registada no Natal de 1910, em Nova York. Com a propagação do símbolo para além dos limites confessionais, foi desaparecendo gradualmente a tradição protestante e cristã de comemorar o Natal.
No século 19 criou-se o pai natal comercial e isso praticamente sepultou a tradição protestante e cristã do Natal.
Até hoje circula o boato de que esse costume da árvore decorada provinga de culto pagão. Ledo engano. A Martinho Lutero desagradava o apelo sensorial da adoração dos santos na Igreja Católica. Ele queria recolocar Jesus Cristo no centro das festividades.
 
Fontes:
- Fascinanting Facts about Jesus (by Robert Strand) New Leaf Press.
- Natal - Os Cristãos Podem Celebrá-lo? (by Christian Apologetics & Research Ministry).
- Deutsche Welle dw.de
- Roubado à Ruth Rossini

COMO É QUE SE DESTRÓI UMA CIVILIZAÇÃO?

Maria Helena Costa, 24.01.24

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«As pessoas não olharão para a posteridade se não olharem para trás, para os seus antepassados.»
 
Como é que se destrói uma civilização? 
- Destruindo a sua história. Uma árvore sem raízes profundas é fácil de derrubar. Como é que o progressismo conseguiu, numa questão de décadas, transformar radicalmente o Ocidente? Apagando a história real e recontando uma que foi fabricada durante mais de um século através do pior monopólio estatal de todos: o sistema de ensino público.
Eis o guião:
Os maus da fita:
- Homem branco = mau.
- Cristianismo = fez-nos recuar mil anos.
- Monarquia = o mesmo que tirania.
- Homem = o principal agressor.
- Capitalismo = o sistema mais injusto.
Os "bons":
- Pessoa de cor = santo.
- Secularismo = o que nos tirou da «idade das trevas».
- Democracia = a verdadeira liberdade.
- Mulher = a vítima que mais injustiças sofreu.
- Socialismo = o sistema mais justo.
Mas será que isto é verdade?
- Bem, investigue a história e o que é que vê?
- Só no Ocidente cristão é que a escravatura foi abolida, primeiro no início da Idade Média, pelos teólogos cristãos, e depois novamente na Idade Industrial pelos abolicionistas cristãos.
- Com excepção dos Estados Unidos, as nações mais livres e mais prósperas são historicamente monarquias cristãs. E ainda hoje, países como a Noruega, os Países Baixos, a Bélgica, a Suécia, o Liechtenstein, a Dinamarca, o Reino Unido, etc., têm uma monarquia constitucional. E as novas potências económicas do Médio Oriente, que parecem dominar o novo mundo, são sistemas monárquicos.
- As baixas de guerra são quase exclusivamente masculinas. É verdade que, no passado, as mulheres não tiveram as mesmas oportunidades sociais e académicas que os homens, mas, historicamente, os homens tiveram de suportar a maior parte do fardo do sustento e da proteção da família. Independentemente disso, a história não é uma corrida para ver «quem sofreu mais», pois todos sofreram, homens e mulheres, e ambos, em cooperação e de acordo com a divisão do trabalho, produzem o progresso e a civilização, sobre esse fundamento essencial do cristianismo: a família nuclear.
- O cristianismo tem sido a principal força civilizadora do mundo tal como o conhecemos. Os vikings, os gauleses, as populações indígenas pré-colombianas, mesmo os romanos e os gregos antigos, todos tinham práticas e ritos macabros que, para a nossa sensibilidade moral moderna, parecem bárbaros. A ideia do amor ao próximo, a protecção dos direitos dos migrantes estrangeiros, o conceito de não levar a vingança para o lado pessoal, mas permitir que tribunais judiciais independentes executem julgamentos baseados numa lei moral transcendente ... a caridade, a pureza, a lealdade no casamento, a fidelidade à família, o amor até pelo inimigo ... todos estes conceitos enobrecedores foram difundidos no mundo pelo cristianismo. Onde quer que os cristãos começassem a predominar, a fraternidade e o sentido de justiça começavam a predominar. No que diz respeito à ciência, foi a teologia medieval que preparou o terreno para a ciência moderna, e as grandes instituições académicas como Oxford, Cambridge, Harvard, Yale, Columbia, a Universidade de Amesterdão, etc., foram fundadas por cristãos, sob o lema cristão do «amor à verdade».
- Em última análise, foi a ética cristã do trabalho e o entendimento bíblico da sacralidade da propriedade privada que deram origem ao capitalismo como princípio económico. Primeiro, nas cidades-Estado italianas do final da Idade Média (por exemplo, Veneza, Milão, Génova, etc.) e, finalmente, plenamente desenvolvido após a Reforma pelos cristãos na maior parte do mundo ocidental industrializado. E, graças a isso, a condição material da maioria das pessoas melhorou enormemente.
De qualquer modo, o que é que eu estou a dizer?
- Que não foi o Estado moderno que nos deu «liberdade, prosperidade e justiça»; de facto, se olharmos para o século XX, veremos o que o Estado laico nos deu: o século mais sanguinário e cruel da história da humanidade, com as guerras mais generalizadas e os regimes totalitários mais despóticos, a maioria deles democraticamente eleitos e socialistas.
Qual foi, então, a força do verdadeiro progresso humano?
- Sem dúvida, a providência de DEUS, que melhor se manifestou através das inúmeras contribuições do seu povo, da sua Igreja, do seu Reino... bendita seja esta fé cristã!
 
- Cristão Conservador