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Voltai às veredas antigas

«Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.» - Jeremias 6:16

Voltai às veredas antigas

«Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.» - Jeremias 6:16

PARA QUE VOCÊ CREIA

Maria Helena Costa, 23.12.24

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Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (João 20.30-31)
 
Sinto, muito intensamente, que aqueles entre nós que cresceram na igreja, que podem recitar as grandes doutrinas da nossa fé durante o sono e que bocejam em meio ao Credo dos Apóstolos — entre nós, algo deve ser feito para nos ajudar a sentir novamente a reverência, o temor, o assombro, a maravilha do Filho de Deus, gerado pelo Pai desde toda a eternidade, reflectindo toda a glória de Deus, sendo a exata imagem da Sua Pessoa, por quem todas as coisas foram criadas, sustentando o universo pela palavra de Seu poder.
 
Você pode ler cada conto de fadas que já foi escrito, cada livro de suspense, cada história de fantasmas e nunca encontrará nada tão chocante, incomum, misterioso e fascinante como a história da encarnação do Filho de Deus.
 
Quão mortos estamos! Quão indiferentes e insensíveis à Sua glória e à Sua história! Quantas vezes precisei arrepender-me e dizer: «Deus, eu lamento o facto de que as histórias que os homens têm inventado comovam mais as minhas emoções, o meu temor, a minha admiração e a minha alegria do que a Tua própria história real».
 
Talvez os filmes espaciais dos nossos dias possam fazer pelo menos este bem por nós: podem humilhar-nos e levar-nos ao arrependimento, por nos mostrarem que somos realmente capazes de sentir alguma admiração, temor e reverência que raramente sentimos quando contemplamos o Deus eterno e a glória cósmica de Cristo e um verdadeiro e vívido contacto entre Eles e nós em Jesus de Nazaré.
Quando Jesus disse, «Para isso vim ao mundo», disse algo tão fora do normal, incomum, inusitado e misterioso quanto qualquer afirmação de ficção científica que você leu (Jo 18.37).
 
Oh! como eu oro por um derramamento do Espírito de Deus sobre mim e sobre si; oro para que o Espírito Santo penetre na minha experiência de uma maneira que cause temor, a fim de me despertar para a inimaginável realidade de Deus.
 
Qualquer dia desses, um relâmpago encherá o céu desde o nascente do sol até ao seu poente; e aparecerá nas nuvens o Filho do Homem, com os seus anjos poderosos, em chama de fogo. E nós o veremos claramente. E, quer seja de terror, quer de pura empolgação, tremeremos e nos maravilharemos de como vivemos por tanto tempo com um Cristo tão manso e inofensivo.
 
Estas coisas foram escritas — toda a Bíblia foi escrita — para que nós creiamos, para que fiquemos chocados e sejamos despertados para a maravilha: que Jesus Cristo é o Filho de Deus que veio ao mundo.
 

SUBSTITUINDO AS SOMBRAS

Maria Helena Costa, 12.12.24
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e a texto que diz "Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, O qual o Senhor fundou, e não o homem. Hebreus 8:1,2 bibliaonline.com.br m.br bibliaonli"
 
A essência do livro de Hebreus é que Jesus Cristo, o Filho de Deus, não veio apenas para se enquadrar no sistema terreno do ministério sacerdotal como o melhor e último sacerdote humano, mas veio para cumprir e pôr fim a esse sistema e para orientar toda a nossa atenção para Si mesmo, ministrando por nós primeiramente no Calvário e, depois, no céu como nosso sacerdote final.
 
O tabernáculo, os sacerdotes e os sacrifícios do Antigo Testamento eram sombras. Agora, a realidade chegou, e as sombras passaram.
 
Eis aqui uma ilustração do Advento para crianças — e para aqueles de nós que já foram crianças e se lembram de como era uma criança: Supõe que tu e a tua mãe se separem no mercado; e tu começas a ficar assustado e em pânico e não sabes para onde ir, e corres até ao fim de um corredor, e bem antes de começares a chorar, vês uma sombra no chão, no fim do corredor, que se parece com a tua mãe. Essa sombra deixa-te realmente esperançoso. Mas o que é melhor? A felicidade de ver a sombra ou de ter a tua mãe no fim do corredor e ser realmente ela?
 
É assim que acontece quando Jesus vem para ser o nosso Sumo Sacerdote. Isso é o Natal. O Natal é a substituição das sombras pelo que é real: a mãe chegando pelo corredor e todo alívio e alegria que isso dá a uma criancinha.
 

Não confieis nos homens

Maria Helena Costa, 20.02.24

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Quando Jesus entrou em Jerusalém, louvaram-nO, gritando: «Hosana ao que vem em nome do Senhor». Cortavam palmeiras para O homenagear, as multidões estavam desvairadas e cheias de emoção, querendo coroá-lO rei sobre elas.
Mas o Mestre não confiava, porque, como nos diz João, o evangelista, «conhecia toda a gente e não precisava de ninguém para dar testemunho do homem, pois sabia o que estava no homem» (João 2:24-25).
Eu não conheço o coração de ninguém, quanto mais o meu. Mas sei isto: não confieis nos homens, sobretudo naqueles que vos louvam com lábios lisonjeiros, pois são os primeiros que, quando as circunstâncias põem à prova o que há na alma, traem os seus beijos: os seus lábios traem-nos, não louvam porque amam, louvam porque se amam a si mesmos.
 
Fiéis são as feridas de quem ama, mas os beijos de quem odeia são dolorosos», disse o sábio rei. Ele também advertiu: «O que odeia dissimula com os lábios, mas trama o engano dentro de si. Quando ele fala amigavelmente, não acredites nele, porque há sete abominações no seu coração. (Provérbios 26:24-25; 27:6).
 
Portanto, a começar por ti mesmo, não confies no homem. Põe a tua confiança no Senhor, e não faças muitos amigos. Fica com os poucos fiéis, que em verdade, movidos pelo amor, te aproximam do SENHOR. A esses poucos, digo a verdade e não minto: vale a pena até morrer por eles. Porque o Mestre também disse: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos» (João 15:13).
 
Bem-aventurado és tu, se tiveres dois ou três amigos assim. E se ainda não os encontraste, não fiques triste nem deprimido: Jesus Cristo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, é o amigo fiel dos pobres de espírito.
Quem puder, entenda!
 
- Cristão Conservador