14 de Fevereiro
Maria Helena Costa, 15.02.24

A 14 de fevereiro, por volta do ano 269 d.C., foi executado Valentiniano, médico e bispo em Roma durante o reinado do imperador Cláudio II.
Sob o domínio de Cláudio, o «gótico», Roma esteve envolvida em muitas campanhas impopulares e sangrentas. O imperador tinha de manter um exército forte, mas estava a ter dificuldade em recrutar novos soldados. Cláudio acreditava que os homens romanos não estavam dispostos a alistar-se no exército devido ao seu forte apego às suas mulheres e famílias («paterfamilias»).
Para atenuar o problema, o imperador proibiu todos os casamentos em Roma. Valentiniano, apercebendo-se da injusta injunção, desafiou Cláudio e continuou a realizar casamentos cristãos, contrariando o decreto oficial romano.
Quando as suas acções foram descobertas, Cláudio ordenou a sua prisão e obrigou-o a renegar a sua fé. Valentim foi detido e arrastado perante o prefeito de Roma, que, considerando ineficazes todas as suas ameaças para o obrigar a renunciar à sua fé, o mandou espancar com paus e depois decapitar, tendo a sentença sido executada em 14 de fevereiro de 269, aproximadamente.
Um conto popular que remonta ao século IV d.C. narra que, na prisão, Valentim deixou um bilhete de despedida à filha do carcereiro, que se tornara sua amiga, assinando-o com as palavras «do teu Valentim». Facto ou lenda, tornou-se desde então uma prática quase universal no Ocidente demonstrar afecto aos entes queridos nesta época do ano ... «sê o meu Valentim».
O cristianismo, e não o paganismo, civilizou o Ocidente [e o mundo].
- Cristão Conservador
«O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; [...] Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.»
- 1 Coríntios 13:4-8a, 13