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Voltai às veredas antigas

«Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.» - Jeremias 6:16

Voltai às veredas antigas

«Assim diz o Senhor: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos.» - Jeremias 6:16

O PRESENTE INDESCRITÍVEL DE DEUS

Maria Helena Costa, 24.12.24

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Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação. (Romanos 5:10-11)
 
Como recebemos de maneira prática a reconciliação e exultamos em Deus? Uma resposta é: fazemos isso por meio de Jesus Cristo. E isso significa, pelo menos, que fazemos o retrato de Jesus na Bíblia — ou seja, a obra e as palavras de Jesus descritos no Novo Testamento — o conteúdo essencial da nossa exultação em Deus. Exultação em Deus sem o conteúdo de Cristo não honra a Cristo. E, onde Cristo não é honrado, Deus não é honrado.
 
Em 2 Coríntios 4:4-6, Paulo descreve a conversão de duas maneiras. No versículo 4, ele diz que a conversão é ver «a glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus». E no versículo 6, ele diz que a conversão é ver «a glória de Deus, na face de Cristo». Em ambos os casos você percebe o ensino. Nós temos Cristo, a imagem de Deus, e temos Deus na face de Cristo.
 
Para exultar em Deus, exultamos no que vemos e sabemos de Deus no retrato de Jesus Cristo. E isso chega à sua experiência plena quando o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, como Romanos 5:5 diz. E essa doce experiência do amor de Deus, dada pelo Espírito, é-nos mediada quando ponderamos a realidade histórica do versículo 6: «Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios».
 
Então, aqui está o sentido do Natal. Deus não só comprou a nossa reconciliação pela morte do Senhor Jesus Cristo (Rm 5:10), não só nos capacitou a receber essa reconciliação por meio do Senhor Jesus Cristo, mas também, agora mesmo, nós exultamos em Deus mesmo, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5:11).
 
Jesus comprou a nossa reconciliação. Jesus capacitou-nos a receber a reconciliação e a abrir o presente. E o próprio Jesus resplandece como o presente indescritível — Deus na carne — e fomenta toda a nossa exultação em Deus.
 
Olhe para Jesus neste Natal. Receba a reconciliação que Ele comprou. Não coloque o presente na prateleira, sem o abrir. E, quando o abrir, lembre-se de Deus mesmo como o presente da reconciliação com Deus.
 
Exulte nEle. Experimente-O como o seu maior prazer. Conheça-O como o seu maior tesouro.
 

PARA QUE VOCÊ CREIA

Maria Helena Costa, 23.12.24

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Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. (João 20.30-31)
 
Sinto, muito intensamente, que aqueles entre nós que cresceram na igreja, que podem recitar as grandes doutrinas da nossa fé durante o sono e que bocejam em meio ao Credo dos Apóstolos — entre nós, algo deve ser feito para nos ajudar a sentir novamente a reverência, o temor, o assombro, a maravilha do Filho de Deus, gerado pelo Pai desde toda a eternidade, reflectindo toda a glória de Deus, sendo a exata imagem da Sua Pessoa, por quem todas as coisas foram criadas, sustentando o universo pela palavra de Seu poder.
 
Você pode ler cada conto de fadas que já foi escrito, cada livro de suspense, cada história de fantasmas e nunca encontrará nada tão chocante, incomum, misterioso e fascinante como a história da encarnação do Filho de Deus.
 
Quão mortos estamos! Quão indiferentes e insensíveis à Sua glória e à Sua história! Quantas vezes precisei arrepender-me e dizer: «Deus, eu lamento o facto de que as histórias que os homens têm inventado comovam mais as minhas emoções, o meu temor, a minha admiração e a minha alegria do que a Tua própria história real».
 
Talvez os filmes espaciais dos nossos dias possam fazer pelo menos este bem por nós: podem humilhar-nos e levar-nos ao arrependimento, por nos mostrarem que somos realmente capazes de sentir alguma admiração, temor e reverência que raramente sentimos quando contemplamos o Deus eterno e a glória cósmica de Cristo e um verdadeiro e vívido contacto entre Eles e nós em Jesus de Nazaré.
Quando Jesus disse, «Para isso vim ao mundo», disse algo tão fora do normal, incomum, inusitado e misterioso quanto qualquer afirmação de ficção científica que você leu (Jo 18.37).
 
Oh! como eu oro por um derramamento do Espírito de Deus sobre mim e sobre si; oro para que o Espírito Santo penetre na minha experiência de uma maneira que cause temor, a fim de me despertar para a inimaginável realidade de Deus.
 
Qualquer dia desses, um relâmpago encherá o céu desde o nascente do sol até ao seu poente; e aparecerá nas nuvens o Filho do Homem, com os seus anjos poderosos, em chama de fogo. E nós o veremos claramente. E, quer seja de terror, quer de pura empolgação, tremeremos e nos maravilharemos de como vivemos por tanto tempo com um Cristo tão manso e inofensivo.
 
Estas coisas foram escritas — toda a Bíblia foi escrita — para que nós creiamos, para que fiquemos chocados e sejamos despertados para a maravilha: que Jesus Cristo é o Filho de Deus que veio ao mundo.
 

A REALIDADE FINAL ESTÁ AQUI

Maria Helena Costa, 13.12.24

Pode ser uma imagem de instrumento musical e a texto

«Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem […] os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte.» (Hebreus 8:1-2,5)
 
Já vimos isso antes. Porém, há mais. O Natal é a substituição das sombras pela realidade.
Hebreus 8.1-2, 5 é um tipo de afirmação sumária. A essência é que o único sacerdote que permanece entre nós e Deus, nos torna rectos diante de Deus e ora a Deus por nós, não é um sacerdote comum, fraco, pecador e mortal, como nos dias do Antigo Testamento. Ele é o Filho de Deus — forte, sem pecado e com uma vida indestrutível.
 
Não apenas isso, Ele não está a ministrar num tabernáculo terreno, com todas as suas limitações de localização e tamanho, que está a desgastar-se e ser comido pelas traças, sendo inundado, queimado, rasgado e roubado. Não, Hebreus 8.2 diz que Cristo está a ministrar para nós num «verdadeiro tabernáculo, que o Senhor erigiu, não o homem». Isso é a realidade no céu. Isso é a realidade que lançou uma sombra no Monte Sinai, a qual Moisés copiou.
 
De acordo com Hebreus 8.1, outro grande aspecto sobre a realidade que é maior do que a sombra é que o nosso Sumo Sacerdote está sentado à destra da Majestade no céu. Nenhum sacerdote do Antigo Testamento poderia dizer isso.
 
Jesus trata directamente com Deus, o Pai. Ele tem um lugar de honra ao lado de Deus. Ele é amado e respeitado infinitamente por Deus. Ele está constantemente com Deus. Isso não é sombra da realidade, como cortinas, taças, mesas, velas, túnicas, pendões, ovelhas, cabras e pombos. Essa é a última e decisiva realidade: Deus e o Seu Filho interagem em amor e santidade para a nossa salvação eterna.
 
A realidade final é as pessoas da Divindade em relacionamento, interagindo a respeito de como a Sua majestade, santidade, amor, justiça, bondade e verdade serão manifestados num povo redimido.
 

SUBSTITUINDO AS SOMBRAS

Maria Helena Costa, 12.12.24
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e a texto que diz "Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, O qual o Senhor fundou, e não o homem. Hebreus 8:1,2 bibliaonline.com.br m.br bibliaonli"
 
A essência do livro de Hebreus é que Jesus Cristo, o Filho de Deus, não veio apenas para se enquadrar no sistema terreno do ministério sacerdotal como o melhor e último sacerdote humano, mas veio para cumprir e pôr fim a esse sistema e para orientar toda a nossa atenção para Si mesmo, ministrando por nós primeiramente no Calvário e, depois, no céu como nosso sacerdote final.
 
O tabernáculo, os sacerdotes e os sacrifícios do Antigo Testamento eram sombras. Agora, a realidade chegou, e as sombras passaram.
 
Eis aqui uma ilustração do Advento para crianças — e para aqueles de nós que já foram crianças e se lembram de como era uma criança: Supõe que tu e a tua mãe se separem no mercado; e tu começas a ficar assustado e em pânico e não sabes para onde ir, e corres até ao fim de um corredor, e bem antes de começares a chorar, vês uma sombra no chão, no fim do corredor, que se parece com a tua mãe. Essa sombra deixa-te realmente esperançoso. Mas o que é melhor? A felicidade de ver a sombra ou de ter a tua mãe no fim do corredor e ser realmente ela?
 
É assim que acontece quando Jesus vem para ser o nosso Sumo Sacerdote. Isso é o Natal. O Natal é a substituição das sombras pelo que é real: a mãe chegando pelo corredor e todo alívio e alegria que isso dá a uma criancinha.